Rafaela Falcão
rafaela.f.pimentel@gmail.com
* estudante do 1° período de zootecnia da UFRPE.
A atividade de piscicultura é um dos ramos da aquicultura, destinada à criação de peixes, principalmente de água doce, em ambiente com condições propícias para o seu melhor desenvolvimento.
A prática se difundiu pelo mundo a partir da pesca excessiva em mares e rios, o que provocou uma sucessiva destruição da fauna. Foi então que, para poder controlar melhor a pesca e seu consumo, passou-se a criar peixes em represas, lago, açudes e a se aprofundar mais em estudos sobre o assunto. A atividade foi profissionalizando-se, com técnicas e recursos tecnológicos, até tornar-se uma promissora indústria, voltada para a comercialização em grande escala dos pescados.
A aquicultura sustentável preza pela produção lucrativa, com conservação do meio ambiente e recursos naturais, promovendo o desenvolvimento social.
O Brasil possui ótimas condições climáticas e mais de 13% de toda a água doce disponível no mundo. Porém, a produção brasileira ainda está aquém da demanda dos consumidores, prova disso – segundo informações do Ministério da Pesca e Aquicultura – são as mais de 200 mil toneladas de pescados que são importadas por ano para suprir o mercado interno.
Sabendo do grande potencial nacional para o desenvolvimento dessa atividade, os governos federal e estaduais têm contribuído e incentivado a piscicultura. Em 2009, a Presidência da República criou o Ministério da Pesca e Aqüicultura, cujos objetivos são o desenvolvimento sustentável, inclusão social, aumento da produção, da renda e do consumo de pescado no país.
A prática possibilita também a criação de espécies que estão ameaçadas de extinção no habitat natural, contribuindo para a preservação da diversidade da fauna.
Além de preservar a fauna aquática, a piscicultura proporciona um elevado nível de qualidade do peixe para consumo humano, devido aos cuidados com alimentação, controle do crescimento, das propriedades da água dos viveiros e tanques.
Existem três tipos de produção: extensivo, semi-extensivo e intensivo.
O sistema extensivo refere-se à prática tradicional e rudimentar, representada pela técnica de cerco. Nesse caso, a alimentação dos peixes depende apenas do que é produzido naturalmente na água. O investimento é baixo e a produtividade por área é proporcional.
No cultivo semi-intensivo existe um condicionamento e uma influência no cultivo, por meio de suplementação alimentar, tratamento químico da água e mecanização de alguns processos.
Já o sistema intensivo apresenta uma produção bem controlada e sistematizada, visando à otimização da criação e o seu melhor retorno produtivo.
Fonte:
http://qualipeixe.com.br/?page_id=5
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